[03/04/2008]
Cordadas Femininas no Cerro Catedral - Temporada 2008
Por: Luana Hudler
|
O vale do Cerro Catedral, em Bariloche, Argentina (também conhecido como Frey), já vem sendo frequentado por escaladores brasileiros há várias temporadas. Apesar de estar situado na região Patagônica, no verão o clima é bastante ameno e nos dias de muito calor é possível banhar-se nas águas geladas e cristalinas da laguna. O vale está cercado por agulhas de granito, onde predomina a escalada em móvel, com muitas vias mistas ou mesmo sem nenhuma proteção fixa. Com vias de diversas graduações, o lugar é propício para iniciantes adquirirem experiência na modalidade, mas também excelente para treinamento e aperfeiçoamento dos escaladores experientes. Todas essas características fazem do lugar um paraíso da escalada que atrai praticantes de diversas regiões do Brasil e do mundo. Nessa temporada (2007-2008) o vale foi brindado com a presença de muitos escaladores catarinenses, inclusive mulheres, que tiveram a oportunidade de realizar parcerias entre si e andaram escalando as agulhas em várias cordadas femininas. As representantes da escalada feminina catarinense no local foram: Danielle Pinto (Camboriú) Luana Hudler (Joinville) Andrea Soares (Floripa) e Julie Bagnati (Floripa). Andrea e Julie já haviam escalado no Cerro Catedral em outras temporadas e já haviam tido alguma experiência com a escalada em móvel. Luana (já conhecia o vale, mas nesta temporada foi para escalar) e Dani (visitando o Frey pela primeira vez) são iniciantes na modalidade. Dentre as vias em que as meninas revezaram cordadas estão: Diedro de Jim 5o, 50m, Ag. Frey As vias escolhidas são boas opções para se aclimatar no lugar e ótimas para quem está começando a guiar em móvel. Rotas de 5o predominante, mas que propiciam uma experiência com variadas técnicas (diedro, fenda, placa). Na opinião geral das garotas as cordadas foram bem entrosadas. O fato de as participantes terem níveis de desempenho e dificuldade parecidos é um ponto bastante favorável, tanto para quem está aprendendo quanto para quem está se aperfeiçoando. Sabemos que as mulheres podem escalar tão duro quanto os homens, mas sabemos também que há diferenças na forma de escalar, treinar, evoluir. Por isso, escalar com outra mulher propicia mais iniciativa, evolução e conseqüentemente independência na atividade. Num balanço geral, essa temporada no Frey foi bastante produtiva para escalada feminina catarinense. Esperamos que continue sendo um estímulo para outras parcerias no decorrer do ano. Nota 1 – As meninas também dividiram cordadas com meninos em outras vias como: Mastropiero nunca más 6a, 100m, Ag. Piramidal |
Danielle na via Mastropiero nunca más
Andrea na via Misticismo Ateo
Luana na Ag. Principal
Danielle na via Sifuentes Weber
Andrea na via Plantitas Denigrantes
Luana na via Diedro de Jim |