[01/10/2008]
Face Norte do Vulcão Lanín - 3.776m
Por: Eduardo Pedro
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O Vulcão Lanín, ou “rocha morta” na língua dos nativos mapuches, está localizado em uma das regiões mais belas da parte sul do nosso continente. Conhecida como Região dos Lagos, esta maravilha natural é compartilhada entre o Chile e a Argentina. Como o nome sugere, os arredores contam com inúmeros lagos de águas frias, cristalinas e cheias de trutas. Os vulcões também se encontram em grande quantidade e vai a extremos como o frequentado Villarica até o exigente Puntiagudo. Porém, de todos os vulcões, certamente o que mais se destaca, devido à sua beleza cênica e pela sua altitude é o Lanin. Para se fazer a rota normal (ou norte), o mais prático é usar como base a tranqüila Cidade de Junín de los Andes. Nesta cidade só não é fácil “cambiar” a nossa moeda, de resto é bem servida. Ali se podem obter informações sobre as normas do parque onde se localiza a montanha, bem como alugar algum equipamento obrigatório que esteja faltando. A melhor época para a ascensão é o verão e desde Junín de los Andes se pode tomar uma van coletiva até a casa do Guarda Parque, onde se inicia a caminhada. Neste local é obrigatória a apresentação dos equipamentos para ingressar no parque. Se o objetivo for tentar o cume da montanha pela face norte, deve-se possuir, além dos equipos usuais como estojo de 1º socorros, óculos e crampons, um radioamador por grupo. Havendo lugar em um dos refúgios, pode-se optar em usá-lo gratuitamente, ou se preferir, subir com a barraca para acampar. No inverno, o parque fica fechado e as ascensões suspensas. A rota normal oferece poucos desafios técnicos, sendo perfeita como introdução ao andinismo. As morenas iniciais levam por um caminho bem marcado até a área dos refúgios, cerca de três horas depois de se iniciar a caminhada. Partindo do refúgio, dependendo da época e da temporada, alguns minutos levam até a parte sem greta do glaciar, onde se utiliza grampon, um piolet de marcha e um bastão de caminhada. Uma segunda morena dá aceso à nevada crista do cume, por onde se alcança o topo da montanha. Desde o topo é possível apreciar uma vista espetacular dos inúmeros lagos e vulcões chilenos e argentinos. Exige-se mais atenção durante a descida, pois no tramo entre a segunda morena e os refúgios, o glaciar apresenta um perfil muito abaulado, fazendo com que seja fácil perder o referencial da rota. No mais é aproveitar o lugar e captar muitas imagens. Desde Junín de los Andes pode-se ainda esticar até Bariloche, onde ficam as belas agulhas de granito do Cerro Catedral, perfeita para escalada com equipo móvel e o Cerro Tronador, uma exuberante montanha com glaciares técnicos e escalada em gelo. |
Face Norte do Vulcão Lanin
Trecho "Espina de Pescado"
Crista que leva ao cume
Vista do Lago Tromen
Vulcão Llaima, visto do cume do Lanin
Vulcão Villa Rica, visto do cume do Lanin |