Castelo dos Bugres
Altitude: 998 metros.
Localização: Serra Dona Francisca.
Município: Joinville.
Primeira ascensão: não há registro (provavelmente os índios).
Desnível: 148 metros.
Comprimento da Trilha: 4Km.
Duração: 45 minutos à 2 ½ horas.
Capacidade recomendada: máximo 10 pessoas, evitar dias de chuva.
Castelo dos Bugres
Descrição:
Formação rochosa que desperta a atenção dos curiosos, constituído por conglomerado, rocha de origem sedimentar de aproximadamente 600 milhões de anos, caracterizada por uma mistura de diversos fragmentos arredondados de outras rochas, envoltos em uma matriz ou cimento.
Desde a sua formação até a atualidade, houveram modificações significativas como movimentações na crosta e alternâncias climáticas que influenciaram os processos de modelagem do relevo, resultando na forma atual, a de um castelo com uma grande torre principal.
Seu nome, traduzido do alemão Das Bugraschloss, gerou muitas lendas com a chegada dos primeiros colonizadores. Acredita-se que os indígenas foram os primeiros freqüentadores da montanha, daí a origem do nome, pois os colonizadores denominavam os nossos índios de bugres.
Existe uma lenda relatada em forma de versos, na edição de 11 de novembro de 1886, do periódico joinvilense Kolonie-Zeitung, que diz o seguinte:“...perdida entre as brumas, a brisa da montanha espalha pelo arvoredo o segredo do Castelo dos Bugres. A lenda diz que um cavalo branco preso dentro do espinheiral aguarda a descida da ponte movediça que irá permitir a saída do senhor, um cacique que um dia ali penetrou. Enquanto o senhor não sair do castelo não haverá libertação para o pobre cavalo angustiado. O cacique porém, ainda irá permanecer por muito tempo no interior do castelo, enquanto no lado de fora, pela estrada, os apressados irão passando, espreitando a íngreme formação e seu gardião”...
Floresta Atlântica
Existe duas trilhas para se chegar ao Castelo dos Bugres, partindo da borracharia ou da cabana do Senhor Waldemar Meyer, nas margens da SC 301, rodovia Dona Francisca Km 33. Para percorrer a trilha original, recomenda-se a presença de alguém que conheça pois é fácil se perder, as duas trilhas possuem uma beleza ímpar, por estarem inseridas em plena Floresta Atlântica, com diversas espécies de plantas e animais, além de percorrerem uma área de elevada importância, ou seja, as nascentes do rio Piraí, importante manancial de água, responsável por 30% do abastecimento público de Joinville.
Do cume, tem-se uma visão panorâmica magnífica de 360 graus, onde se pode observar toda a região norte de Santa Catarina, desde o Oceano até o Planalto e parte do território paranaense. Há locais para acampar e bivacar, não tem água no cume, deve-se trazer desde o último rio.
Para os praticantes de escalada em rocha, existe várias vias no local.
Mesmo as trilhas sendo consideradas fáceis, não subestime, vá com alguém que já conheça o lugar.Vamos Conservar as Montanhas Sem Lixo!!!
ATENÇÃO
Esta é apenas uma descrição informativa da montanha, não serve para orientar ou conduzir ninguém, procure se informar com pessoas que já conheçam o lugar antes de se aventurar ou contrate um Guia.
A Salamandra não se responsabiliza por eventuais danos causados pela interpretação errada dessas informações.
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